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sábado, 24 de janeiro de 2015

Molina, a moléstia entre Dilma e Evo

A companheira Dilma Rousseff acompanhou na última quinta (22) a posse do companheiro Evo Morales para o seu terceiro mandato frente ao governo boliviano. Numa retribuição à vinda de “Evito” ao Brasil para a sua recondução no Palácio do Planalto, Dilma desembarcou em La Paz e  se cobriu com uma das vestimentas tradicionais dos povos andinos. A foto oficial teve direito a punhos esquerdos cerrados ao alto, à José Genoíno na carceragem da Polícia Federal.

Mas enquanto Dilma e Morales se confraternizavam, os velhos problemas entre os dois países continuavam a incomodar a festa. O tradicional está na fronteira, problema que aqui no Acre conhecemos bem. Maior produtor de drogas do mundo, a Bolívia não demonstra muita intenção em combater este problema. Ao contrário, a produção duplicou nos governo do líder cocaleiro.

Enquanto Brasília finge nada ver e deixa as fronteiras escancaradas, a violência vai destruindo nossas cidades, jovens perdendo suas vidas e famílias destruídas pelo tráfico. Outro gargalo é a concessão de asilo político permanente ao ex-senador Roger Pinto Molina, que fugiu para o Brasil no porta-malas do diplomata Eduardo Sabóia, chefe da embaixada em La Paz. O ex-senador ficou 455 dias morando embaixada brasileira.




Ele afirma ser uma vítima da perseguição política de Morales contra a oposição. Já o governo do país diz que ele cometeu crimes fora da alçada política. A fuga de Molina abalou as relações entre Brasil e Bolívia, provocando até a queda do ministro Antônio Patriota (Relações Exteriores).

Passado mais de um ano desde o impasse, a situação parece não estar resolvida. Molina aguarda receber a concessão de asilado político pelo governo Dilma. Se assim proceder, Brasília estaria reconhecendo a Bolívia como um país onde o governo é autoritário e persegue a oposição, quase que uma espécie de ditadura.

Este status seria o fim da relação harmoniosa à esquerda entre os dois companheiros. Com a recusa do Itamaraty de condenar as barbaridades de Caracas contra a oposição venezuelana, é muito difícil de acreditar numa ação também dura contra a Bolívia. Enquanto isso, Molina fica no aguardo angustiante de saber se poderá ter o direito de viver no Brasil sem o risco de ser deportado por Dilma.

Sua família também enfrenta a mesma sensação de insegurança morando em solo acreano. O Brasil tem o histórico de receber de braços abertos cidadãos de toda parte do mundo em busca de refúgio contra as “injustiças” de seus países. (Veja Cesare Battisti). Diante disso é de se esperar que no caso de um ex-representante eleito pelo povo boliviano, e que afirma ter tido o exercício de sua função surrupiado por Evo Morales, o Palácio do Planalto atue de forma oposta à tradição diplomática.

É possível que em sua passagem por La Paz Dilma tenha conversado com seu colega sobre isso, e recebido a benção para conceder o refúgio sem criar nenhum tipo de ranhuras nesta relação tão pacífica, porém algumas vezes conflituosa, entre Bolívia e Brasil venha a acontecer.

Round 2

Disputa por cargos na Aleac volta a opor tendências petistas 

A queda de braço entre as duas principais tendências do PT, Democracia Radical (DR) e Democracia Socialista (DS), parece nunca encontrar um acordo de cessar-fogo. A mais nova disputa ocorre em torno dos cargos na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Em disputa estão a liderança do governo e do partido na Casa. A expectativa é que o porta-voz do Palácio Rio Branco seja o neófito Daniel Zen, enquanto a liderança petista fique com Jonas Lima, em seu segundo mandato.

Até chegar a este possível pacto, DR e DS tiveram mais um de seus duros embates, marca já registrada no partido. Durante a eleição interna da sigla, em 2013, socos e pontapés foram trocados em plenária realizada no auditório da Seaprof. Desta vez, contudo, não foi preciso jorrar sangue no rosto dos companheiros.

Descontente em ficar de fora do primeiro escalão da gestão Tião Viana, líder maior da DR, a DS pleiteava mais prestígio por conta de sua representatividade interna. A liderança partidária na Aleac pode ser um grande mérito para a tendência. Jonas Lima é visto como persona non grata pela DR.

Sua atuação mais “independente” desagradava até setores do governo. Nos bastidores travava um duelo pessoal com o agora secretário de Relações Institucionais, Francisco Nepomuceno, o Carioca, principal operador político dentro do PT e de toda a Frente Popular. Sua campanha de reeleição sofreu boicotes por parte da cúpula governista.

Segundo fontes, a escolha de Jonas passa pelo crivo do governador Tião Viana. Apontada como a volta do filho pródigo, a indicação de Jonas seria uma forma de contemplar a família Lima, que exerce considerável influência na política do Juruá. Sua escolha não agrada aos setores mais radicais dentro da DR, que tratam os membros da DS com a mesma ferocidade que tucanos.

A DS também galga voos mais altos com a indicação do vereador Marcelo Macedo para a Secretaria de Finanças de Marcus Alexandre. A pasta é uma das mais importantes da capital. A nomeação é uma forma encontrada pelo prefeito de assegurar o apoio de todas as tendências petistas a sua campanha de reeleição, em 2016.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Petrolinho

Petrobras anuncia produção de biodiesel a partir de óleo de peixe

Agência Brasil 

A Petrobras vai começar a produzir ainda este mês biodiesel a partir do óleo de peixe. Em nota, a estatal informou que a produção do biodiesel a partir dessa matéria-prima vai beneficiar inicialmente 300 piscicultores familiares e garantir a compra de 15 toneladas de resíduos e gorduras de peixe, por mês, de piscicultores cearenses.

A produção será feita pela Petrobras Biocombustíveis na Usina de Quixadá, no Ceará, a partir do óleo extraído de vísceras de peixe, conhecido como OGR (óleos e gorduras residuais) de peixe. A companhia recebeu, em dezembro, 4,55 toneladas do produto para produção de biodiesel.

Segundo informações da estatal, o volume é resultado do primeiro contrato de compra firmado com a Cooperativa dos Produtores do Curupati, em Jaguaribara, região centro-sul do estado, em 18 de dezembro de 2014. Na ocasião, também foi assinado convênio com a Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará para assistência técnica aos piscicultores dos açudes do Castanhão e de Orós.

As informações indicam ainda que, até o fim do ano, o projeto poderá alcançar metade dos 600 piscicultores familiares que trabalham nos dois maiores açudes da região: o Castanhão, que tem áreas produtivas nos municípios de Jaguaribara, Jaguaretama e Alto Santo; e o Orós, nos municípios de Orós e Quixelô, ambos na bacia hidrográfica do Rio Jaguaribe.

Na avaliação da Petrobras, o uso do óleo extraído das vísceras do pescado na produção traz vantagens a ambas as partes. Para a companhia, assegura biodiesel com matéria-prima de qualidade, além de a iniciativa estar alinhada ao Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, condição necessária para garantir o Selo Combustível Social do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Já para os piscicultores, gera valor de mercado para um subproduto, o que proporciona renda extra. Ao mesmo tempo, fortalece a cadeia produtiva do pescado, transformando um possível passivo ambiental em matéria-prima para a produção de biodiesel.

A introdução do óleo de peixe na cadeia produtiva do biodiesel é uma parceria da Petrobras Biocombustível, do Ministério da Pesca e Aquicultura, da Secretaria de Pesca e Aquicultura do Estado do Ceará, da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), do Núcleo Tecnológico da Universidade Federal do Ceará, do Banco do Nordeste, do Banco do Brasil, do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) e das prefeituras de Jaguaribara e de Orós.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O monstrengo cooperativismo

A notícia mais negativa para este início de ano no Acre pode ser a decisão da Justiça de proibir o governo de realizar contratos com as cooperativas de serviço. Os impactos sociais que esta quebra de contratos provocará serão gigantescos para uma sociedade já pobre e sem muitas opções de renda e trabalho. Infelizmente por estas bandas este bem-sucedido modelo de atividade econômica foi transformado num vilão por culpa do próprio governo.

Não se quer aqui condenar a atuação do Ministério Público do Trabalho. Em sua visão, o governo desrespeita as leis ao usar as cooperativas como mão de obra fácil e barata. Em partes os procuradores estão corretos, pois de fato para o poder público é muito melhor manter estas pessoas sem segurança trabalhista, sendo a manutenção ou quebra dos contratos usadas a cada dois anos como moeda de troca.

Agora, exigir que cooperativas e governo mantenham relações contratuais com base na CLT não tem lógica. Cooperativa é um modelo onde cada membro é dono do negócio. A cooperação leva os sócios a serem seus próprios patrões. Não há a figura do patrão e empregado. Nenhuma decisão pode ser tomada sem o aval da maioria.

O cooperativismo é um modelo de sucesso no mundo todo, sobretudo nos países desenvolvidos. Não se restringe ao segmento serviços. São 13 ramos da economia capazes de gerar riqueza e divisão de lucros para a sociedade. Mas no Acre a atividade foi transformada num monstrengo, um demônio.

A exposição de candidatos ao lado de dirigentes cooperativistas em ano eleitoral levou o segmento a um estereótipo que não é o seu. O cooperativismo para o Acre é um excelente negócio. Com uma economia sem diversidade e o setor público já inchado, a união de pessoas para tocar um projeto em comum pode ser uma ótima alternativa.

As cooperativas de serviço são um exemplo disso. Mas o governo vem fazendo mau uso. É preciso entendimento entre Justiça, MPT, cooperativas e governo. De seu lado o Ministério Público precisa entender que CLT não rege esta atividade. E o governo parar de colocar os cooperados em serviços para os quais não foram contratados.

Este entendimento é essencial para se evitar um colapso social ainda maior. E o cooperativismo precisa ser visto não mais como um elemento de barganha eleitoral, mas um baita setor econômico capaz de caminhar com as próprias pernas, independente de governos. A riqueza a sociedade é quem gera, o governo só nos toma.

Photoshopping 
Um bom exemplo da falta de dinamismo da economia acreana é o nosso primeiro e único shopping. A grande maioria das lojas está fechada. Andar por lá chega a causar tristeza. O consumidor não sabe se está num centro comercial ou numa galeria de artes tamanha é a quantidade de fotografias usadas como fachadas nas lojas que foram à falência. Ao invés de ser procurado por consumistas de primeira hora, o espaço será muito bem aproveitado pelos amantes da fotografia.

Dilma segura 
Outro segmento ruim das pernas é a construção civil. E os mais prejudicados, lógico, são os trabalhadores. Com os cortes dos direitos trabalhistas feitos por Dilma Rousseff, a situação se agravou. Muitos destes operários tinham contratos de curta duração, no máximo seis meses. Com as antigas regras, eles poderiam ser amparados pelo seguro-desemprego. Agora, somente após 18 meses de carteira assinada será concedido o benefício. É o mergulho do trabalhador na pobreza.

Demissões 
Dados oficiais apontam mais de 1.500 desempregados em Rio Branco na construção. Nos próximos dias empreiteiras da Cidade do Povo dispensarão até 400 operários. A crise está exposta. A economia não anda. O Estado não tem recursos para fomentar as atividades produtivas. O jeito é apertar o cinto e deixar o dinheiro debaixo do colchão. Vai que vem um Plano Dilma à Plano Collor.

Efeito reeleição 
Depois do Mais Médicos virá o Mais Reajuste, programa de Dilma para acostumar os brasileiros aos sucessivos aumentos nos serviços. Comportamento que ocorrerá até o fim de seu segundo mandato. Combustível e energia terão (outra vez) reajuste. Enquanto a Petrobras é sucateada por uma quadrilha que operava seus cofres, o cidadão comum é quem arcará para compensar os rombos.

Cidade faroeste 
Rio Branco está servindo como um ótimo cenário para filmagem dos filmes do velho oeste americano. A cidade está como que entregue às moscas. Buracos que se abrem com os primeiros serenos, lixo nas ruas, lama e mato invadindo calçadas. O embelezamento, como de costume, só na região central. Mas é compreensível. A prefeitura vê seus recursos federais reduzidos, e o que vem seguei direto para o pagamento da inchada folha de pessoal. É a velha política predominando no novo.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Licença para roubar: Empreiteira$

Por Luiz Flávio Gomes 

As delações do ex-diretor da Petrobras (Paulo Roberto Costa) ainda não terminaram. Claro que não basta delatar, é preciso provar. Quanto às empreiteira$, financiadoras (dentre outros agentes econômicos e financeiros de todas as campanhas eleitorais) foi revelado que algumas delas teriam promovido um cartel para obtenção de contratos milionários junto à Petrobras (veja Valor 10/9/14: A5).

Várias delas (Mendes Júnior, UTC-Constran, Engevix, Iesa, Hope HR, Toyo Setal, Sanko Sider, Sanko Serviços, Consórcio Nacional Camargo Corrêa etc.) já constam da denúncia do Ministério Público contra o ex-diretor (esse processo está em andamento). Vários funcionários da Petrobras foram indicados pelos partidos (cabia a eles azeitar o esquema criminoso e cartelizado).

Somente as seis primeiras doaram - juntas - R$ 35 milhões para vários partidos (em 2010). Para cada real "doado", em 2010-11, as empreiteiras faturaram R$ 8,5 reais (Globo-G1 7/5/14). Muitas empresas (ligadas aos financiadores) são de fachada e praticam importações fraudulentas (1,5% do PIB brasileiro é desviado anualmente por intermédio desse meio fraudulento: veja Global Financial Integrity - GFI -Folha 8/9/14: B5; Estado 9/9/14: B6).

Nossos comentários: incontáveis políticos e seus respectivos partidos juntamente com alguns inescrupulosos agentes econômicos e financeiros construíram o maior crime organizado do país (que fatura ilicitamente centenas de vezes mais que a receita anual do PCC, de R$ 120 milhões).

Trata-se de uma organização criminosa suprapartidária e supra-ideológica (partidarismo e ideologia são para o consumo daqueles que não estão no topo do comando manobrado pelos donos do poder). Tanto é verdade que os financiadores "doam" dinheiro para muitos partidos e uma pluralidade de candidatos (normalmente os que contam com mais chance de eleição ou reeleição).

Essa é a vida ordinária regida pelos indecentes costumes da política brasileira. Faz parte da "normalidade" tropical (que aos olhos de qualquer humano dotado de pudor constitui uma imoralidade descomunal a fazer corar até mesmo a mais inocente das crianças). Foi com essa normalidade que se construir uma das faces mais obscuras da nossa triste história.

A todos que fatigam entre o céu e a terra para provar que estamos vivendo, do ponto de vista moral e ético, uma das eras mais degeneradas do país (porque agora somos muitos, mais de 202 milhões, porque agora as transações diárias são incalculáveis, os meios informáticos e cibernéticos nos mergulham diariamente em horizontes cada vez mais desconhecidos), lancerado sem piedade por crimes e vícios que desonram (em qualquer rincão do planeta) a classe animal a que pertencemos.

Sempre temos que ter a cautela de não incorrermos em excessos, que são típicos das visões apocalípticas. De qualquer modo, não se pode negar que o quadro pintado pela política e pelos políticos brasileiros é demasiadamente sombrio, bastando para se comprovar isso simplesmente ler os mais conceituados jornalistas dos diários, que descrevem depravações e impropérios tenebrosos e chocantes, para não dizer medonhos, a retratar o opróbio da triste e líquida era (Bauman) que nos tocou viver.

Alheio a todas as visões parciais (partidárias, ideológicas etc.), no exercício da cidadania consciente, não há como o brasileiro refutar a obrigação de se indignar e denunciar de forma sistemática e imparcial o lodo movediço e repelente que jogou o país no abismo da imoralidade e do desprezo. A não reeleição dos políticos pode ser um bom caminho para colocar o bonde (chamado Brasil) no trilho. Avante! (fimdareeleição. Com. Br).

sábado, 17 de janeiro de 2015

Obama e Evo Morales

EUA enviarão comitiva para a terceira posse de Evo Morales 

A posse para o terceiro mandato de Evo Morales para a presidência da Bolívia deve acontecer com a participação de uma comitiva do governo dos Estados Unidos, país com o qual La Paz comprometeu suas relações diplomáticas desde a chegada do líder cocaleiro ao poder, em 2006. A presença norte-americana na solenidade, que ocorrerá na quarta (22), pode representar o retorno da normalidade das relações entre os dois países.

Este reatamento tende a seguir a política de Barack Obama de seu país em se aproximar de antigos desafetos, como o que vem ocorrendo com Cuba. Os americanos têm atenção especial com a Bolívia por ser um dos principais produtores e fornecedores de drogas para seu território.




Até a eleição de Morales, os EUA tinham acordo de cooperação para o combate aos traficantes bolivianos. O presidente esquerdista, porém, acusava os americanos de violarem a soberania da Bolívia. Morales quebrou o acordo e ainda expulsou o embaixador americano. 

Desde então Washington vem mantendo relações mais apáticas com a Bolívia, não chegando ao rompimento definitivo. O país manteve sua embaixada em La Paz. O envio da comitiva de funcionários da Casa Branca para prestigiar a recondução de Morales tende abrir o caminho para um novo diálogo. 

Ao contrário das posses de Dilma Rousseff e Michele Bachelet no Chile, esta comitiva na Bolívia não será chefiada pelo vice-presidente Joe Biden. Mas, segundo o jornal “El Deber”, um possível encontro entre Evo Morales e Barack Obama já estaria sendo negociado entre os dois governos. 

Este realinhamento boliviano se dá por uma questão de necessidade. Com seu principal parceiro no aporte de recursos, a Venezuela, em crise, La Paz se vê obrigado a buscar investimentos da maior economia do mundo. A China, de olho em expandir sua influência na América Latina, enviará um de seus ministros para a solenidade. 

A presidente Dilma Rousseff confirmou presença, numa retribuição a ida de Morales em sua posse no primeiro dia do ano em Brasília.   


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Contas fechadas -e bem fechadas

Sem transparência, Assembleia do Acre custou R$ 112 milhões em 2014 

Depois da derrota nas urnas em outubro último, dando fim a uma hegemonia de quase três décadas, o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Élson Santiago (PEN), deixa o mandato com a Casa custando ao contribuinte acreano R$ 112 milhões. O valor supera em duas vezes o orçamento de todo o sistema de Segurança Pública, que inclui as polícias Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros.

O agravante principal de tudo isso é a falta de transparência com que estes recursos foram executados nos quatro anos da gestão de Santiago e seu primeiro-secretário, o petista Ney Amorim, candidato ao cargo de presidente da Mesa Diretora.

Desde 2013 o Ministério Público Estadual (MPE) entrou com ação civil contra o Parlamento cobrando o cumprimento da Lei de Acesso à Informação; até o momento, contudo, a casa das leis continua desrespeitando a lei.

Os dados sobre como foram gastos os R$ 112 milhões são superficiais. O único mais preciso diz respeito ao custo da folha de pagamento dos servidores: R$ 3 milhões. O montante representa apenas 2,6% da despesa total. Como não há detalhes, é possível que o restante de todo estes recursos do contribuinte tenham sido usados pelo gabinete dos 24 deputados.

Com mais da metade dos atuais deputados execrados pelas urnas em outubro, o prédio do Parlamento, na região central da capital, ficou quase às moscas. Os elevadores ficaram fora de operação, e a manutenção do sistema de refrigeração também comprometido. Alguns assessores chegaram a denunciar o não pagamento de seus benefícios trabalhistas.

Ao contrário da Câmara e do Senado, a Assembleia do Acre não possui ferramenta que possibilite ao contribuinte acompanhar com precisão como a chamada verba de gabinete, ou cotão, vem sendo usada pelos parlamentares.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

As minas amazônicas

A cada declaração de um membro do governo de que tudo está sob controle no que diz respeito às cheias deste ano em partes da Amazônia, mais o céu fica nublado e mais chuvas torrenciais são derramadas. As águas do rio Madeira estão a poucos metros da BR-364, mas não há motivos para pânico, não vai chover tanto assim, nos dizem os militares da nossa Defesa Civil.

A questão em si não se trata somente das chuvas, mas de um complexo de obras que parece ter influenciado, sim, o comportamento de um dos principais rios da região, o Madeira. Passado quase um ano desde aquela cheia histórica, as águas não tiveram vazão. Com a volta das chuvas, logo mais o imponente rio tende a deixar a rodovia debaixo d’água.

Entre a segurança meteorológica das autoridades e a desconfiança popular de que tudo vai se repetir como em 2014, um fato ficou desapercebido. Trata-se da escolha do ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga, para um dos ministérios mais estratégicos do país: o de Minas e Energia.

Eduardo Braga é hoje a liderança mais representativa do Norte do país. Saiu como um dos governadores mais bem avaliados do Amazonas, e é um dos aliados de peso da presidente Dilma Rousseff. Não a toa ocupa a pasta pupilo da petista e foi seu líder no Senado no primeiro mandato.

Natural de Belém (PA), Braga tem um grande desafio pela frente: conduzir um dos setores mais importantes da nação: a geração de energia. Esta geração para alimentar a cambaleante indústria nacional. O Brasil precisa produzir eletricidade, é verdade, caso contrário teremos outro apagão como nos tempos tucanos.

Esta busca pela ampliação de seu parque energético levou o governo a investir pesado na construção de usinas hidrelétricas na Amazônia, aproveitando seus imponentes rios com boa quantidade de água 365 dias. Santo Antônio e Jirau são exemplos disso. Não preciso aqui lembrar a discussão ambiental em torno destas obras, que deu origem ao bom duelo entre Dilma e Marina Silva.

A pergunta que fica: a presença de um amazônida à frente do Ministério de Minas e Energias trará alguma diferença para os moradores da região? Os impactos destas obras já foram feitos (como diriam, não adiante chorar o leite derramado). Os custos são elevadíssimos, e o governo finge não ser culpado, preferindo passar o bastão para as chuvas nas terras de Evo Morales.

Teria Eduardo Braga, premiado como um dos governantes mais sustentáveis da Amazônia, a capacidade de levar o governo a adotar políticas sérias de mitigação dos efeitos destas usinas? Certamente Jirau, Santo Antônio e Belo Monte não são os únicos empreendimentos hidrelétricos na Amazônia. Teria ele a coragem de exigir de potenciais novos projetos mais rigor quanto à redução de seus impactos ambientais? Ou o extremo: proibir obras que ameassem a integridade da biodiversidade no entorno?

Aqui não se quer negar a necessidade de termos um sistema elétrico eficiente, nem negar a capacidade de nossos rios de suprir esta demanda.

Mas construir usinas de forma irresponsável como se deu o país não pode aceitar. Ao invés de trazer benefícios para os pobres moradores do Norte, elas tendem a mergulha-los ainda mais na miséria, assim como milhares de quilômetros quadrados de floresta ficaram submersos com as barragens.

Que um caboco à frente das Minas e Energia possa ter um olhar mais sensível para esta pauta tão delicada.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Alimentos e ambiente

Estudo comprova que aumento de desmatamento põe em risco produção de alimentos 

Por Greenpeace Brasil 

O desmatamento é ruim para o meio ambiente e para o clima. Também é péssimo para a biodiversidade, além de liberar gases do efeito estufa na atmosfera. Isso tudo nós já sabemos.

Mas a ciência está agora cada vez mais certa de que o desmatamento também é um péssimo negócio para a agricultura.  Ele provoca o aumento das temperaturas e interfere nos sistemas de chuvas, tornando o clima mais seco.

Este mês, uma análise detalhada sobre os impactos do desmatamento de florestas tropicais na agricultura (Effects of tropical deforestation on climate and agriculture), publicado na revista Nature pelas pesquisadoras Deborah Lawrence e Karen Vandecar, do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade de Virgínia (EUA), lançou luz sobre a relação existente entre o desmatamento destas florestas, a mudança da temperatura, os padrões de precipitação e seu subsequente risco para a produção mundial de alimentos.

As florestas são parte vital do ciclo da água. Elas são responsáveis por transportar a água do solo para a atmosfera, por evaporação – tecnicamente chamada de evapotranspiração. As florestas tropicais são capazes de transportar mais água do que qualquer outro ecossistema terrestre. Esta umidade cai em forma de chuva, seja localmente ou em outras regiões. A evapotranspiração também tem um efeito resfriador no ambiente, assim como a transpiração humana.  Em geral, o desmatamento gera um clima mais seco e quente.

A agricultura sofre com extremos de temperatura. Plantas de determinadas culturas, por exemplo, não são capazes de resistir a altas temperaturas. Estações chuvosas fora de época, períodos com muita ou pouca chuva, precipitações frequentes ou muito espaçadas, todas estas oscilações também têm efeito sobre a produção agrícola.

Um exemplo apresentado na revisão de modelos de desmatamento fora de áreas protegidas prevê uma queda de 25% no rendimento da soja em pelo menos metade da área total cultivada hoje em dia. Consequentemente, algumas áreas de pecuária não seriam mais viáveis.

Outro fato importante é que o desmatamento de florestas tropicais também oferece risco a produção de alimentos cultivados a milhares de quilômetros. Em 2013, o Greenpeace publicou o relatório “An Impending Storm”, (Tempestade Iminente), com algumas das mais recentes pesquisas científicas que mostram como as florestas (e seu desmatamento) influenciam o clima global.

O estudo lançado este mês corrobora com nosso trabalho, inclusive nos exemplos citados, como a conclusão de que o desmatamento da Amazônia e das florestas tropicais da África central causaram a redução das precipitações no centro-oeste norteamericano na temporada de plantio. Do mesmo modo, o completo desmatamento da floresta da Bacia do Congo, na África, deve intensificar as monções no Oeste africano, enquanto o aumento de temperatura, que deve ficar entre 2 e 4 ˚C, e a redução em até 50% nas chuvas, devem afetar toda a região.

O novo estudo também descreve, de uma maneira bem realista, os impactos do desmatamento parcial. O desmatamento pode tornar-se crítico quando o “ponto de inflexão” é atingido quando não há chuva suficiente para que a floresta possa se sustentar, de tal forma que ela acabe substituída por savana ou pastagem. Os autores sugerem que, para a Amazônia, e possivelmente para a África Central, o ponto de inflexão pode ser alcançado com os níveis de desmatamento entre 30-50%. Este ponto pode ser bem menor em algumas florestas costeiras que são importantes na condução de umidade do oceano para o interior dos continentes.

A pesquisa conclui que o desmatamento de florestas tropicais aumenta as incertezas e os riscos para a produção de alimentos, seja perto ou longe das áreas desmatadas, graças as mudanças de temperatura e alteração nos sistemas de chuvas.

A evidência científica que aponta para o fato de que todos dependemos das florestas tropicais, independente do lugar do mundo onde se viva, está se tornando cada vez mais forte. Isso mostra a importância de prevenir a destruição das florestas e até de recuperar áreas degradadas, o que poderá garantir que as florestas continuem a regular o clima e a temperatura do planeta, mantendo nossa capacidade de produzir alimentos e de conservar a biodiversidade.

Não faltam provas de que a manutenção das florestas tropicais são fundamentais para a vida na terra. Mas ainda hoje continuamos a perder anualmente extensas áreas de Floresta Amazônica, seja em desmatamentos legais ou ilegais.

Alguns dos principais fatores que promovem o desmatamento do bioma são a atividade madeireira ilegal, a pecuária e a cultura de soja. Temas que se tornaram centrais em campanhas do Greenpeace Brasil. Acreditamos que desmatar, sob qualquer pretexto, não faz mais sentido algum. Felizmente, não estamos sozinhos nessa.

O projeto de Lei do Desmatamento Zero, lançado em 2012, prevê o fim da emissão de licenças de desmatamento em florestas nativas, ou seja, mesmo a porcentagem permitida por lei não poderá mais ser desmatada  A iniciativa já conta com o apoio de mais de 1 milhão de brasileiros. Faça parte deste movimento, assine a petição.


Enferrujada

Estrada de Ferro Madeira Mamoré corre o risco de desaparecer



Após a cheia histórica do rio Madeira no início do ano passado, uma das obras mais importantes da Amazônia no começo do século 20, e cuja construção está ligada diretamente à história do Acre, a estrada de ferro Madeira Mamoré corre o risco de desaparecer do mapa. Grande parte da velha estrutura ficou submersa, incluindo o trem restante situado em Porto Velho (RO).

Como consequência da enchente, o barranco da área onde fica situado o galpão e a estação da ferrovia está cedendo. Estas são as últimas partes que sobrou da estrada de ferro, já submersa pelas águas que provêm das hidrelétricas.  

Uma das obras mais significativas da Amazônia, que carrega em si mesma a história da colonização da região, a Madeira Mamoré jamais teve o reconhecimento que merecia e corre o risco de desaparecer para sempre levada pelas águas do Madeira.

Em entrevista ao Amazônia Brasileira nesta sexta-feira (09), o professor e historiador Marcos Vinícius Neves narra a saga de gente do mundo inteiro que veio para sua construção, conta qual era o seu objetivo inicialmente, porque foi abandonada imediatamente após a inauguração, e como veio se perdendo ao longo das décadas até chegar a situação em que se encontra hoje, sob risco de completo desaparecimento.

Com informações Amazônia Brasileira 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Feliz 2018

O calor das eleições de 2014 ainda está sensível no caldeirão da política acreana. Mas as brasas para o pleito de 2018 já estavam sendo acesas ainda no desenrolar do segundo turno. Desde então muitas especulações surgem sobre quem será quem na sucessão eleitoral daqui quatro anos. As especulações ocorrem tanto em torno da oposição quanto do governo.

Do lado governista muitas teses surgem sobre o futuro do vianismo. Afinal, com os dois irmãos no poder, Tião e Jorge, fica a pergunta do rumo de cada um deles. Por conta da relação familiar, o senador Jorge Viana (PT) é impedido de um retorno ao Palácio Rio Branco agora. Nos bastidores fala-se em Marcus Alexandre (PT) para a sucessão de Tião Viana.

A questão é saber se os irmãos terão a disposição de disputar, simultaneamente, as duas cadeiras do Senado em 2018. Ainda não fiz uma consulta à legislação, mas ao que tudo indica não há nenhum impedimento para os irmãos concorrerem ao mesmo cargo no Legislativo, com o porém de ser disputa majoritária. (Por favor algum advogado especialista no assunto esclareça nossa dúvida).

Mesmo que a lei não impeça Tião e Jorge de buscarem os mesmos votos para os mesmos cargos, seria bizarro a população presenciar este duelo. Com o eleitor se mostrando nada simpático ao vianismo nos últimos pleitos, seria provável que um deles embarcasse na balsa rumo a Manacapuru.

Mas diante do combate irredutível do petismo contra o clientelismo e a parentela na política, não ouso acreditar que o partido não patrocinaria tal feito. (Quem duvida perde a vida, já nos diz o ditado). Ou alguém acredita que um deles sairia dos saltos do tamanco para brigar por uma cadeira na Câmara?

Pela oposição, a briga tende a ser entre o hoje senador Sérgio Petecão (PSD) e o candidato derrotado ao governo em 2014, Márcio Bittar (PSDB). O tucano, mesmo com a derrota, saiu como uma das principais referências oposicionistas do Estado. Seu desafio é manter viva a memória eleitoral daqui quatro anos, estando sem nenhum mandato.

Por outro lado, Petecão tende a ser mais fortalecido. Um mandato de senador faz toda a diferença. E com seu partido à frente do Ministério das Cidades –Gilberto Kassab tem no acreano um dos principais aliados – o parlamentar terá mais influência para destinar recursos aos municípios a torto e a direito, amarrando apoios importantes.

Mas até aqui Petecão tem sido desastroso nas suas conduções políticas. Patrocinou a malfadada candidatura de Fernando Melo (hoje assessor de Tião Viana) em 2012 para dividir a oposição, e provocou a mesma cizânia na última disputa.  O seu desafio daqui em diante é corrigir sua rota de percurso, não voltando a meter os pés pelas mãos.

Para Bittar ainda há a perspectiva de se manter vivo também na disputa para o governo. O PSDB é a referência no embate com o PT no Acre, repetindo o cenário nacional. O nome do tucano se apresenta como um dos mais qualificados para enfrentar a força da máquina petista.

Contudo, terá como concorrente interno aquele que ficou como o xodó do eleitorado em 2014: o senador eleito Gladson Cameli (PP), apontado como o nome natural da oposição para destronar o petismo e seus 20 anos de reinado na floresta.

Mas por enquanto vamos viver 2015, 2016, 2017 e que, em 2018, vejamos o começo de um novo espetáculo –deplorável ou digno de louvor.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Os calos petistas

A composição do secretariado de Tião Viana parece não ter agradado muito aos partidos aliados do PT dentro da Frente Popular do Acre (FPA). Usando alguns de seus emissários, dirigentes partidários reclamam do pecado da gula do petismo, de sempre abocanhar as melhores posições, deixando as sobras do bolo para os aliados. Como sinal de insatisfação e de possível retaliação, já começam a citar as eleições municipais de 2016.

A choradeira é sempre a mesma: o PT não ganha sozinho, precisa da Frente Popular, e as eleições em Rio Branco não serão das melhores para o partido de Tião Viana e Marcus Alexandre. Em palavras mais claras, querem dizer que, para o PT contar com o comprometimento total das demais legendas, é preciso haver mais generosidade no loteamento dos cargos no segundo mandato do petista.

Que o PT é fominha na divisão dos cargos isso ninguém nega. Mas se levarmos em consideração a correlação de forças, o partido atua com total direito. É a maior e principal legenda da coligação, responsável por mobilizar (por livre e espontânea pressão) um exército de militantes para assegurar sua permanência no poder.

Ter as principais secretarias e num número superior é natural neste jogo. Cada um é agraciado conforme sua importância. Tião Viana não deixou de prestigiar nenhum dos partidos que obteve cadeira na Assembleia Legislativa. Se os nomes por ele escolhidos não passaram pelo crivo das bancadas ou dos caciques partidários é uma decisão dele. O governador precisa ter pessoas de sua confiança cuidando do primeiro escalão.

Agora, fazer política de aliança na base do toma lá dá cá não é coalizão, é sempre colisão de interesses.   Ao invés de chorar cargos para beneficiar os velhos mandas-chuvas, os partidos precisam investir em qualificação para ampliar suas bases, aumentando sua quantidade de voto para, quem sabe, ter o direito a reivindicar espaços maiores na divisão de forças.

Duelo de tradição 
Enquanto o PT fica refém de seus muy aliados, a oposição já se prepara para as farpas que vai encarar na disputa pelo maior colégio eleitoral do Estado no próximo ano. Entre os nomes mais cogitados no momento para disputar com Marcus Alexandre está o deputado federal Wherles Rocha (PSDB), e a deputada estadual Eliane Sinhasique (PMDB). Os dois são excelentes nomes, mas precisarão primeiro de muita articulação em busca do consenso.

Pecado eleitoral
As duas últimas eleições -2012 e 2014 – deram o claro recado aos oposicionistas: ou vão logo no primeiro turno com chapa única, ou continuarão a dar as sucessivas vitórias ao petismo. A desunião e a contínua briga de egos entre seus líderes tem levado o grupo a continuar no conhecido “muro das lamentações”, e sempre culpar o trator do governo por “corromper” o resultado final. Muitas das vezes, porém, a vitória da oposição escapa no detalhe.

Homens (não) trabalhando 
A promessa da duplicação das avenidas mais importantes da capital parece ter encalhado. Após intensa movimentação de máquinas e homens durante o período eleitoral, os canteiros estão com cara de terem sido abandonados. Pelo menos esta é a impressão ao longo da Getúlio Vargas. Não se pode justificar o chamado “inverno amazônico” pela paralisação. Os transtornos são grandes, e a população espera agilidade.

Encrenca 
Enquanto Eduardo Cunha (PMDB-RJ) desembarcava pelo Acre para pedir voto à nossa minúscula bancada federal, os votos da oposição, a “Folha de São Paulo” trazia reportagem com um dos delatores do “petrolão”, na qual aponta o peemedebista candidato à presidência da Câmara como beneficiário do esquema. Cunha nega a acusação. A notícia, contudo, ficou ofuscada com a barbárie do atentado em Paris.

Frete Grátis 
A vice-governadora Nazareth Araújo terá um imóvel próprio onde funcionará seu gabinete. Ele está localizado na rua Isaura Parente. Os vices geralmente despachavam na mesma residência oficial do governador. Mas como terá uma dinâmica mais eficiente e com atuação ampliada, Nazareth contará espaço próprio e apropriado para esta nova dinâmica.

Dias ruins 
Informações dão conta de que o senador quase aposentado Aníbal Diniz (PT) não está nos melhores dos dias. Ele era cotado para ser o número dois no Ministério das Comunicações. A informação mais recente dá conta de que terá um cargo na assessoria da liderança do PT no Senado. Para quem já foi um dos homens mais fortes do petismo acreano, esta função não é a das mais nobres. Diniz também sofre este “rebaixamento” após ser destaque duas vezes em “Veja”, como um dos senadores mais atuantes do país.

Liberdade viva 
O mundo foi surpreendido ontem com mais uma atitude insana de fundamentalistas religiosos. O assassinato de jornalistas na capital francesa demonstra a intolerância de grupos fanáticos com a liberdade de imprensa conquistada pela humanidade ao longo destes dois últimos séculos. Muito se engana que atrocidades como estas feitas contra a imprensa irão intimidar a sua função de defesa do Estado democrático de direito, e o bom combate às práticas maléficas de quem está no poder, ou almeja chegar a ele, sobretudo com o uso da violência e da barbárie.